O Rio de Janeiro, assim como outras metrópoles do mundo, deve o seu desenvolvimento a diversos fatores, dentre eles a capacidade de seus habitantes atingirem as diversas regiões da cidade.
Copacabana foi desbravada pelo bonde, as barcas fizeram Niterói ficar mais perto do Rio, os ônibus chegam a todos os lugares da região metropolitana, os trens desenvolveram a baixada fluminense e nos anos 1970 o metrô encurtou todas as distancias passando por baixo do centro financeiro da metrópole.
O transporte figura, junto com a saúde, segurança, educação e habitação, como um dos serviços essenciais a sociedade. Todos dependem do transporte, seja para estudo, trabalho, lazer, doença, e até na hora da morte. Sempre estamos nos deslocando de um ponto A para um ponto B.
A falta de cultura preservacionista muito prejudicou a memória dos sistemas de transporte nas metrópoles brasileiras. Ao contrário de lugares do mundo que preservaram seus primeiros bondes, seus primeiros ônibus e até navios, no Brasil, muita coisa foi parar no lixo, no ferro velho, sumiu ou virou sucata. A sociedade brasileira carece de espaços dedicados a memória de um serviço tão presente no desenvolvimento de suas cidades.
O Rio de janeiro foi capital do Brasil durante 197 anos (de 1793 a 1960) neste período, o tecido urbano da cidade mudou muito e conjuntamente as cidades de seu entorno que hoje configuram a região metropolitana. Para esse desenvolvimento foi fundamental a evolução de cada tecnologia, de cada modal e seus respectivos administradores, diretores e proprietários que aqui neste espaço também serão lembrados.
O Museu Virtual dos Transportes Públicos RJ é uma iniciativa de preservação, que tanto necessitamos em um país cuja memória e história precisam ser continuamente estudados em prol de uma população mais culta, mais presente e mais a par de sua história.
Desejo a todos um bom aproveitamento dos textos e imagens aqui depositados com todo amor e carinho que tenho pelo tema transportes, ao qual estudo e acompanho desde pequeno.
Com votos de vida longa e difusão da informação
Atilio M. Flegner
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